Um património vitícola centenário, à espera tranquila de ser descoberto
Encravadas no centro de Portugal, entre os distritos de Coimbra e Leiria, as Terras de Sicó são uma das sub-regiões vinícolas mais singulares — e menos conhecidas — do país.
Reconhecida formalmente em 1993, estende-se pelos concelhos de Alvaiázere, Ansião, Condeixa-a-Nova, Penela e Soure, com freguesias que chegam a Pombal e a Figueiró dos Vinhos. As vinhas crescem nas encostas de um imponente maciço calcário cársico, em vales onde antigas vinhas de mistura sobreviveram durante gerações.
Algumas parcelas em Podentes guardam castas francesas plantadas há mais de um século — entre elas a Grand Noir e a Semillon — documentadas pela Estação Vitivinícola Nacional. Hoje, uma comunidade pequena mas determinada de viticultores, reunida na Confraria dos Vinhos das Terras de Sicó, trabalha para levar esse património até ao estatuto de denominação plena.